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Tutorial

Tinkercad: montar o circuito sem queimar nada

Equipe aprovei.net · Publicado em · Atualizado em

O Tinkercad resolve o problema de quem não tem o kit em casa: você monta o circuito no navegador, simula e tira o print que a disciplina pede. O que trava o aluno quase sempre é a ligação da protoboard.

Em resumo

Onde roda: navegador, sem instalar nada.

Custo: gratuito, com conta Autodesk.

O que entrega: print do circuito e, quando pedido, o código.

O que é o Tinkercad

O Tinkercad é uma ferramenta gratuita da Autodesk que roda no navegador. Ele tem três áreas: modelagem em 3D, circuitos e blocos de programação. A que interessa aqui é a de circuitos, que simula componentes eletrônicos e placas Arduino na tela: você arrasta placa, protoboard, resistores, LEDs e sensores, liga os fios e vê o circuito funcionando sem comprar peça nenhuma.

Como é na nuvem, o projeto fica salvo na conta e abre de qualquer computador, o que ajuda em trabalho em grupo. Também significa que você depende de internet e de o serviço estar no ar.

A simulação não é perfeita: não queima componente nem mostra mau contato, e alguns modelos são simplificados. O erro não destrói nada, mas um circuito que funciona na tela pode falhar na bancada.

Em que disciplina ele aparece

Eletrônica Digital, Eletrônica Básica, Circuitos Elétricos, Sistemas Digitais e Microcontroladores. As atividades vão de portas lógicas montadas com circuitos integrados até semáforo controlado por Arduino, sensor de temperatura com display e alarme com buzzer.

Na eletrônica digital, o uso mais comum é simular a protoboard com um CI de portas, como o 74LS00 ou o 74LS08, e conferir a tabela verdade. Em microcontroladores, o pedido é um programa que lê uma entrada e aciona uma saída, com o código no relatório.

Como abrir e começar

Entre em tinkercad.com e faça login com uma conta Autodesk, gratuita para uso educacional. No painel, escolha criar novo e depois Circuito. A área abre com uma bancada vazia, a barra de componentes e os botões de simulação.

Renomeie o projeto com o seu nome e a disciplina antes de montar. Se a atividade pede Arduino, arraste a placa Arduino Uno R3. Se pede só portas lógicas, arraste a protoboard pequena e os CIs.

Dá para alternar entre o editor visual e o editor de código. No editor de código há três modos: blocos, blocos com texto e texto puro, em C++ no estilo da IDE do Arduino. A troca para o modo de texto é definitiva: depois dela não dá para voltar aos blocos no mesmo projeto. Se a disciplina pede código, duplique o projeto antes de trocar, para guardar uma cópia com blocos.

Os conceitos que a atividade cobra

Protoboard. As linhas de furos são ligadas na horizontal, no meio da placa, e as colunas das laterais são os barramentos de alimentação, ligados na vertical. Entender isso resolve metade dos circuitos que "não funcionam": o componente está na coluna errada.

Alimentação. O circuito precisa de positivo e negativo vindos da placa. Sem o jumper de terra no barramento negativo, nada acende, mesmo com tudo no lugar.

Resistor. O LED precisa de resistor em série para limitar a corrente. Na simulação ele acende sem, mas o dimensionamento correto é parte da atividade e cai em prova.

Portas lógicas. Cada CI tem pinagem própria: alimentação em dois pinos, entradas e saídas nos outros. Inverter a alimentação é o erro mais comum e o mais difícil de enxergar.

Entradas e saídas digitais. Os pinos digitais leem ou escrevem nível alto e baixo. O pino de entrada precisa de caminho definido: resistor de pull-up, ou pull-up interno ligado no código, senão a leitura oscila.

Instrumentos. A bancada tem multímetro, osciloscópio e fonte ajustável. O multímetro confere tensão nos pontos do circuito durante a simulação, e esse dado costuma aparecer no relatório.

Monitor serial. Quando o programa imprime valores, eles aparecem no monitor serial durante a simulação. É a forma de mostrar que o código está lendo o sensor.

Passo a passo do exercício típico

O roteiro abaixo monta um LED controlado por botão com Arduino, o exercício de entrada da maioria das disciplinas. A lógica vale para o semáforo, o alarme e o sensor.

  1. Crie um circuito novo e renomeie com o seu nome e a disciplina.
  2. Arraste a placa Arduino Uno R3 para a bancada e uma protoboard pequena ao lado.
  3. Ligue o terra da placa ao barramento negativo da protoboard e o 5V ao positivo, com jumpers de cores diferentes. Adote uma cor para cada e mantenha até o fim.
  4. Coloque o LED na protoboard, com o terminal mais longo na linha do resistor e o outro no negativo.
  5. Ligue um resistor entre o terminal do LED e um pino digital da placa. Anote o valor usado e o pino escolhido.
  6. Coloque o botão atravessando o sulco central, com cada par de terminais de um lado. Ligue um ao positivo e o outro a um pino de entrada, com resistor de pull-down para o terra.
  7. Abra o editor de código em blocos ou em texto, conforme a disciplina, e escreva a leitura do botão e o acionamento do LED.
  8. Confira se os números dos pinos no código são os mesmos da montagem. Divergência aqui é a causa mais comum de circuito que não responde.
  9. Clique em iniciar simulação. Aperte o botão com o mouse e veja o LED acender.
  10. Se não acender, meça com o multímetro a tensão no pino do LED e no barramento. Isso mostra onde o sinal se perde.
  11. Com o circuito funcionando, tire o print com a bancada visível, os fios legíveis e a simulação rodando.
  12. Salve o projeto e, se a disciplina pedir, exporte o código. Guarde também o link de compartilhamento, se o professor aceitar.

Erros comuns e como resolver

O LED não acende. Verifique a polaridade: o terminal mais longo é o positivo. Confira também se o resistor está na mesma linha do terminal, e não solto duas colunas adiante.

O botão não faz nada. O pino de entrada está flutuando. Ligue o pull-down, ou use o pull-up interno no código e inverta a lógica de leitura.

O CI esquenta ou o circuito todo apaga. Alimentação invertida. Confira o datasheet ou o desenho da pinagem antes de energizar de novo.

Metade das saídas do CI não responde. Algum pino de alimentação ficou sem ligação. Os CIs têm dois pinos de alimentação, e é comum ligar só um.

A simulação não inicia. Falta um componente obrigatório, como a placa, ou há bloqueio no navegador. Recarregue a página e confira se o projeto salvou.

O código não compila. Erro de sintaxe ou biblioteca não incluída. A mensagem indica a linha. Em blocos isso quase não acontece; em texto, é rotina.

O print não mostra o que importa. Aproxime a câmera antes de capturar e deixe os nomes dos componentes visíveis.

O que entregar

O pacote costuma ter três itens: o print do circuito montado, com a simulação em execução; o código, quando houver programação; e um texto curto com a montagem, os componentes usados, o resultado observado e a conclusão. Se a disciplina pede tabela verdade, ela entra com as combinações de entrada e a saída obtida ao lado da esperada.

Muitos roteiros pedem foto com o nome e o RU escritos à mão, para comprovar autoria. Faça a foto do papel junto do print, com o texto legível, em vez de editar o nome por cima da imagem.

Antes de enviar, abra o projeto em outra aba e rode de novo. Se o comportamento se repetir, está pronto.

O circuito não fecha e a entrega é hoje?

Manda o enunciado e o print do que você já montou. A gente responde com prazo e valor, sem compromisso.

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